Centros comerciais...centros de dia?

Hoje, por motivos de força maior (leia-se motivos familiares) fui obrigado a passar algumas horas num dos grandes centros comerciais de Lisboa. Para além de não ser grande adepto deste tipo de aglomerado de lojas e atropelo de pessoas, neste em particular, irrita-me a forma como foi construído uma vez que, por mais voltas que demos, acabamos sempre por passar pelos mesmos locais. Confesso que fico mesmo desorientado com os círculos de trajetos que tenho de percorrer e só quando chego à praça central é que sinto algum alívio e desafogo.

Foi precisamente na praça central, ao tentar encontrar um banco onde descansar, que comecei a aperceber-me de que todos os bancos e cadeiras se encontravam ocupados por idosos. Uns em amena cavaqueira, outros a ouvir música e a ler, uma senhora ou duas a tricotar, outros a realizar palavras cruzadas, outros simplesmente a ver o tempo passar. Achei curioso e por momentos ainda pensei que fosse uma visita de estudo de alguma universidade sénior. Mas não! Ao olhar mais atentamente constatei que a larga maioria dos bancos e cadeiras disponíveis no centro estavam ocupados por idosos. Incrédulo, procurei outros locais de descanso e lá estavam eles. No meio de toda aquela azáfama - dos outros-  ali estavam eles! Pelo forma como interagiam percebe-se que se conhecem e que ali é o seu território.

"Mas o Colombo virou centro de dia!" - comentei eu. Quem me ouviu concordou.

Comentários

  1. Que interessante. Bem, há bancos e está quentinho.
    Pelo menos não estão "enfiados" em casa. Não devem é trazer grande retorno económico ao Centro Comercial...

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