22 janeiro 2017

Centros comerciais...centros de dia?

Hoje, por motivos de força maior (leia-se motivos familiares) fui obrigado a passar algumas horas num dos grandes centros comerciais de Lisboa. Para além de não ser grande adepto deste tipo de aglomerado de lojas e atropelo de pessoas, neste em particular, irrita-me a forma como foi construído uma vez que, por mais voltas que demos, acabamos sempre por passar pelos mesmos locais. Confesso que fico mesmo desorientado com os círculos de trajetos que tenho de percorrer e só quando chego à praça central é que sinto algum alívio e desafogo.

Foi precisamente na praça central, ao tentar encontrar um banco onde descansar, que comecei a aperceber-me de que todos os bancos e cadeiras se encontravam ocupados por idosos. Uns em amena cavaqueira, outros a ouvir música e a ler, uma senhora ou duas a tricotar, outros a realizar palavras cruzadas, outros simplesmente a ver o tempo passar. Achei curioso e por momentos ainda pensei que fosse uma visita de estudo de alguma universidade sénior. Mas não! Ao olhar mais atentamente constatei que a larga maioria dos bancos e cadeiras disponíveis no centro estavam ocupados por idosos. Incrédulo, procurei outros locais de descanso e lá estavam eles. No meio de toda aquela azáfama - dos outros-  ali estavam eles! Pelo forma como interagiam percebe-se que se conhecem e que ali é o seu território.

"Mas o Colombo virou centro de dia!" - comentei eu. Quem me ouviu concordou.

14 abril 2016

Estou velho!

Ultimamente constato com bastante   frequência que estou velho. Não só pelas limitações físicas cada vez mais evidentes, mas também pelos achaques próprios do desgaste do corpo, que cada vez mais demora a recuperar. A acrescer a tudo isto, como se não fossem fatores suficientes, descubro em mim uma falta de paciência para tudo o que é desleixo, desarrumação, falta de brio e empenho.

12 abril 2016

Na vida aprendemos tanto!

Em resposta à minha pergunta; como é que os pais te podem ajudar a teres melhores notas na escola, a sardanisca mais pequena responde:
- Brincar!
- Filha, mas tu brincas tanto! Queres brincar mais, ainda!
- Não, quero brincar contigo e com a mãe. Eu estou sempre a brincar sozinha! A mana está sempre no quarto a estudar e vocês estão sempre no computador a trabalhar.
Fim de diálogo.
Sinto-me tão pequeno... triste... incomodado... fracassado na minha função de pai.
Ela tem toda a razão.

16 março 2016

Doente...outra vez!

Fico farto, muito rapidamente, de estar com estas doenças que na verdade não o são; constipações e afins. Se por um lado a situação não é assim nada de grave, pelo outro impede-nos de pensar com clareza, perdemos a vontade de levar as tarefas até ao fim, ficamos com ar perdido e com pouca vontade de sorrir. Ainda por cima demora a passar!

03 fevereiro 2016

Escrever!

Escrever, escrever, escrever...mas escrever o quê? Aqui está a prova (se ainda fosse preciso dizer algo mais!) do principal desafio de quem inicia um blog: a produção de conteúdos! Como neste momento nada tenho para dizer, ...espera...se calhar tenho...talvez não...afinal era só o António Zambujo com o Pica do 7. Há tempo tempo que não ando de elétrico. Tenho de encontrar uma tarde para ir até Lisboa dar uma voltinha de elétrico, num daqueles de formato antigo, amarelos e bonitos. Enquanto tal não acontece regalo a vista...nesta fotografia.


16 dezembro 2015

A segunda metade começa hoje!

Ontem fiz 45 anos. O que significa que a partir deste dia me encontro a viver a segunda metade da minha vida. Será que vou ter tempo de concluir todos os projetos que tenho em mente e de realizar todos os sonhos que guardo?

Curioso...estas parecem ser perguntas de um adolescente!
 
"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."
Fernando Pessoa 
 
 

Incongruente? Eu?

Acabei de saber que sofro de uma condição de saúde... interessante, porque na realidade existem outras muito piores, mas condição esta que me leva a uma obrigatória perda de peso. Curiosamente senti de imediato a necessidade de comer algo calórico!

08 março 2015

Filhas

As minhas filhas estão grandes! Vejo isso na forma como a mais velha tenta disfarçar os azedumes entre o pai e a mãe com apelos à concórdia e a mais nova tenta corrigir a situação pedindo beijos e abraços.